(...)
A Júlia veio correndo e se pendurou no pescoço do Pedro. Pedro pegou-a no colo e cheirou seu cabelo. Júlia franziu o cenho, como sempre fazia. Eca, papai. Essa barba pinica. Pedro me olhava cúmplice. Eu retribuía amor. Não morávamos em frente ao mar, não morávamos no Rio e não morávamos na Califórnia. Havíamos comprado um geminado com vista para o Cristo Luz. Cinco minutos de bicicleta e estávamos com pé na areia. Júlia ria gostosamente enquanto passava as mãozinhas na barba do pai.Ela tinha aquelas covinhas nas bochechas sempre que sorria, igual ao pai. Olhei para os dois amores da minha vida, pensando se o Téo teria o mesmo sorriso. Téo me chuta com carinho e chamo Pedro para sentir. Pedro pousa a mão delicadamente sobre minha barriga. Julia pousa a sua mãozinha também. Pedro deita a cabeça em meus ombros e sussurra: o amor move montanhas quando verdadeiro...

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